Espiritualidade e codependência
A importância de Soltar-se e Entregar-se a Deus
Diferente de religião, espiritualidade é sentir-se conectado a um Poder Superior. Ele pode ser Deus, Jesus, Alá, o grupo de ajuda, o trabalho voluntário, o Universo, uma Força Maior que faz algo acontecer, que nos faz sentir vivos, protegidos, certos que que "de algum lugar, alguém " cuida de nós, de nossas vidas.
E é para este Poder Superior que precisamos recorrer todos os dias de nossas vidas para nos liberteramos dos comportamentos codependentes.
Precisamos nos superar, precisamos fazer diferente, entregar, acreditar, abrir a mente, sermis mais flexíveis, alegres, deixar a vida nos conduzir e não mais querermos ser quem controla a tudo e a todos.
Solte-se e entregue-se a Deus!
Quanta verdade a sabedoria existe neste lema dos grupos anônimos.
E como é difícil para nós, codependentes, nos soltarmos e nos entregarmos a Deus. Afinal, achamos que temos os controle de tudo, que as coisas tem que ser do nosso jeito.
Quando vamos perceber que de nosso jeito não funciona para entaõ permitir que as coisas sejam do jeito que o Poder Superior planeja para nós. Adianta resistir?
Só por hoje solte-se e entregue-se a Deus. Veja quantas maravilhas acontecem!
Acompanhe outros artigos sobre codependência no site www.codependencia.com.br
DEPENDENCIA QUIMICA
quarta-feira, 1 de junho de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
CANTO DA POESIA
“Há doenças piores que as doenças…” – Fernando Pessoa
“Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta coisa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós…
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas…
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.”
Fernando Pessoa
“Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta coisa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós…
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas…
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.”
Fernando Pessoa
PARA FAMÍLIA
“Na educação de nossos filhos, todo exagero é negativo” (Eugênia Puebla)
Eugênia Puebla é uma professora argentina, especialista em educação em valores humanos. Abaixo segue um de seus textos em que apresenta sua concepção de educação familiar.
Ela não se propõe a a indicar uma receita sobre como devemos educar nossos filhos, mas nos alerta a termos cuidado com os exageros.
Leia o texto de Eugênia e reflita sobre sua experiência como pai, mãe ou mesmo como filho ou filha. Como dosar o cuidado, o afeto e a preocupação com os filhos para que nem falte, nem sobre dedicação?
Deixe seus comentários!
Mensagem à família
(Eugênia Puebla)
Na educação de nossos filhos
Todo exagero é negativo.
Responda-lhe, não o instrua.
Proteja-o, não o cubra.
Ajude-o, não o substitua.
Abrigue-o, não o esconda.
Ame-o, não o idolatre.
Acompanhe-o, não o leve.
Mostre-lhe o perigo, não o atemorize.
Inclua-o, não o isole.
Alimente suas esperanças, não as descarte.
Não exija que seja o melhor, peça-lhe para ser bom e dê exemplo.
Não o mime em demasia, rodeie-o de amor.
Não o mande estudar, prepare-lhe um clima de estudo.
Não fabrique um castelo para ele, vivam todos com naturalidade.
Não lhe ensine a ser, seja você como quer que ele seja.
Não lhe dedique a vida, vivam todos.
Lembre-se de que seu filho não o escuta, ele o olha.
E, finalmente, quando a gaiola do canário se quebrar, não compre outra…
Ensina-lhe a viver sem porta
Eugênia Puebla é uma professora argentina, especialista em educação em valores humanos. Abaixo segue um de seus textos em que apresenta sua concepção de educação familiar.
Ela não se propõe a a indicar uma receita sobre como devemos educar nossos filhos, mas nos alerta a termos cuidado com os exageros.
Leia o texto de Eugênia e reflita sobre sua experiência como pai, mãe ou mesmo como filho ou filha. Como dosar o cuidado, o afeto e a preocupação com os filhos para que nem falte, nem sobre dedicação?
Deixe seus comentários!
Mensagem à família
(Eugênia Puebla)
Na educação de nossos filhos
Todo exagero é negativo.
Responda-lhe, não o instrua.
Proteja-o, não o cubra.
Ajude-o, não o substitua.
Abrigue-o, não o esconda.
Ame-o, não o idolatre.
Acompanhe-o, não o leve.
Mostre-lhe o perigo, não o atemorize.
Inclua-o, não o isole.
Alimente suas esperanças, não as descarte.
Não exija que seja o melhor, peça-lhe para ser bom e dê exemplo.
Não o mime em demasia, rodeie-o de amor.
Não o mande estudar, prepare-lhe um clima de estudo.
Não fabrique um castelo para ele, vivam todos com naturalidade.
Não lhe ensine a ser, seja você como quer que ele seja.
Não lhe dedique a vida, vivam todos.
Lembre-se de que seu filho não o escuta, ele o olha.
E, finalmente, quando a gaiola do canário se quebrar, não compre outra…
Ensina-lhe a viver sem porta
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Revista Anônimos
Unifesp Virtual
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Artigo -Dependência Quimica
Dependência Química
A Dependência Química é um conjunto de fenômenos que envolvem o comportamento, a cognição e a fisiologia corporal conseqüente ao consumo repetido de uma substância psicoativa, associado ao forte desejo de usar esta substância, juntamente com dificuldade em controlar sua utilização persistente apesar das suas conseqüências danosas. Na dependência geralmente há prioridade ao uso da droga em detrimento de outras atividades e obrigações sócio-ocupacionais.
Existe um padrão de uso repetido da substância que geralmente resulta em tolerância, abstinência e comportamento compulsivo de consumo da droga. Um diagnóstico de Dependência de Substância pode ser aplicado a qualquer classe de substâncias. Os sintomas de dependência são similares entre as várias substâncias, variando na quantidade e gravidade de tais sintomas entre uma e outra droga. Os sintomas psíquicos e sociais decorrentes da dependência do fumo, por exemplo, são absolutamente menores do que aqueles da dependência ao álcool.
As atividades sociais, ocupacionais ou recreativas podem ser seriamente prejudicadas, abandonadas ou reduzidas em virtude da dependência ou uso bastante abusivo da substância, e o dependente pode afastar-se de atividades familiares a fim de usar a droga em segredo ou para passar mais tempo com amigos usuários da substância.
As primeiras experiências com drogas ocorrem, freqüentemente, na adolescência.Fisiologicamente, na adolescência as regras costumam ser questionadas e contestadas e, juntando-se o fato desta ser uma época de experimentações, surge um risco maior para o uso de drogas ilícitas, álcool e fumo. Todavia, felizmente, nem todas as pessoas que experimentam drogas se tornam dependentes, porém, quando ocorre, a dependência química é uma doença complexa, de tratamento longo e nem sempre eficaz.
Quando se pesquisam as causas para a dependência química acaba-se sempre concluindo ser esta multideterminada, ou seja, multifatorial. Existem alguns fatores fortemente associados ao uso abusivo de drogas e dependência química, como por exemplo, os fatores genéticos, psicológicos, familiares e sociais. Em geral parece que esses fatores não costumam agir isoladamente e sim em conjunto.
Algumas causas atribuídas ao uso de drogas:
- Família: As atitudes da família com propósitos educativos parece ser um fortíssimo fator de intervenção e influência, principalmente em relação à prevenção da dependência. Dessa maneira, o meio familiar pode ser um importante elemento de proteção ou, ao contrário, de facilitação dos comportamentos de risco, do abuso ou de uma possível dependência de drogas.
- Modelo Cultural: A cultura, através da mídia fortemente penetrante no pensamento do ser humano contemporâneo, influi sobremaneira na elaboração de escalas de valores. A imagem propalada de usuários de drogas como pessoas interessantes, glamorosas, bem sucedidas sexualmente, artistas famosos, algumas vezes com destaque social e/ou econômico seguramente influi nos conceitos de certo-errado do jovem em formação. O apelo para beber é absolutamente inegável em nossa sociedade ocidental. Não se vê, socialmente, uma pessoa convidando a outra para “ir lá em casa tomar um chazinho”, ou para comemorar algum sucesso em uma confeitaria. Entre os jovens, causa muita estranheza a pessoa recusar um copo de bebida alcoólica alegando simplesmente “eu não bebo”. Possivelmente sua imagem ficará algo arranhada, principalmente para o sexo oposto.
- A Pessoa: Não se desmerece, de forma alguma, a importância da família e da sociedade no desenvolvimento e no desígnio da pessoa, entretanto, a parte mais importante desse vir-a-ser continua sempre sendo ela mesma. Juntamente com as pesquisas investigativas sobre a causalidade da dependência, devem-se enfatizar as pesquisas sobre a personalidade pré-mórbida do dependente, sobre seu histórico emocional, seus antecedentes psicopatológicos, sobre sua natureza genética, enfim, as pesquisas devem valorizar o dependente com o mesmo entusiasmo que valoriza o meio.
Dados do uso de drogas no Brasil:
Os adolescentes usuários e dependentes de drogas têm uma situação vivencial que pode ser comparada aos não dependentes da seguinte maneira:
Adolescentes Dependentes e Não Dependentes
Dependentes Químicos
%
Não está estudando
70,8%
Freqüentavam escolas públicas
79,2%
Repetência de ano pelo menos 1 vez
87,5%
Têm pais separados
79,2%
Não Dependentes
%
Estão estudando
87,5%
Freqüentam escolas particulares
79,2%
Não têm repetência
29,2%
Têm pais casados
62,5%
Broecker & Jou, 2007
Droga usada por adolescentes Dependentes e Não Dependentes
Droga
Depend.
Não Depend.
Maconha
96,0%
33,3%
Craque
79,2%
8,40%
Cocaína
50,0%
16,7%
Cola
41,7%
8,40%
Solventes
4,2%
12,5%
Broecker & Jou, 2007
Mais informações: www.psiqweb.med.br
A Dependência Química é um conjunto de fenômenos que envolvem o comportamento, a cognição e a fisiologia corporal conseqüente ao consumo repetido de uma substância psicoativa, associado ao forte desejo de usar esta substância, juntamente com dificuldade em controlar sua utilização persistente apesar das suas conseqüências danosas. Na dependência geralmente há prioridade ao uso da droga em detrimento de outras atividades e obrigações sócio-ocupacionais.
Existe um padrão de uso repetido da substância que geralmente resulta em tolerância, abstinência e comportamento compulsivo de consumo da droga. Um diagnóstico de Dependência de Substância pode ser aplicado a qualquer classe de substâncias. Os sintomas de dependência são similares entre as várias substâncias, variando na quantidade e gravidade de tais sintomas entre uma e outra droga. Os sintomas psíquicos e sociais decorrentes da dependência do fumo, por exemplo, são absolutamente menores do que aqueles da dependência ao álcool.
As atividades sociais, ocupacionais ou recreativas podem ser seriamente prejudicadas, abandonadas ou reduzidas em virtude da dependência ou uso bastante abusivo da substância, e o dependente pode afastar-se de atividades familiares a fim de usar a droga em segredo ou para passar mais tempo com amigos usuários da substância.
As primeiras experiências com drogas ocorrem, freqüentemente, na adolescência.Fisiologicamente, na adolescência as regras costumam ser questionadas e contestadas e, juntando-se o fato desta ser uma época de experimentações, surge um risco maior para o uso de drogas ilícitas, álcool e fumo. Todavia, felizmente, nem todas as pessoas que experimentam drogas se tornam dependentes, porém, quando ocorre, a dependência química é uma doença complexa, de tratamento longo e nem sempre eficaz.
Quando se pesquisam as causas para a dependência química acaba-se sempre concluindo ser esta multideterminada, ou seja, multifatorial. Existem alguns fatores fortemente associados ao uso abusivo de drogas e dependência química, como por exemplo, os fatores genéticos, psicológicos, familiares e sociais. Em geral parece que esses fatores não costumam agir isoladamente e sim em conjunto.
Algumas causas atribuídas ao uso de drogas:
- Família: As atitudes da família com propósitos educativos parece ser um fortíssimo fator de intervenção e influência, principalmente em relação à prevenção da dependência. Dessa maneira, o meio familiar pode ser um importante elemento de proteção ou, ao contrário, de facilitação dos comportamentos de risco, do abuso ou de uma possível dependência de drogas.
- Modelo Cultural: A cultura, através da mídia fortemente penetrante no pensamento do ser humano contemporâneo, influi sobremaneira na elaboração de escalas de valores. A imagem propalada de usuários de drogas como pessoas interessantes, glamorosas, bem sucedidas sexualmente, artistas famosos, algumas vezes com destaque social e/ou econômico seguramente influi nos conceitos de certo-errado do jovem em formação. O apelo para beber é absolutamente inegável em nossa sociedade ocidental. Não se vê, socialmente, uma pessoa convidando a outra para “ir lá em casa tomar um chazinho”, ou para comemorar algum sucesso em uma confeitaria. Entre os jovens, causa muita estranheza a pessoa recusar um copo de bebida alcoólica alegando simplesmente “eu não bebo”. Possivelmente sua imagem ficará algo arranhada, principalmente para o sexo oposto.
- A Pessoa: Não se desmerece, de forma alguma, a importância da família e da sociedade no desenvolvimento e no desígnio da pessoa, entretanto, a parte mais importante desse vir-a-ser continua sempre sendo ela mesma. Juntamente com as pesquisas investigativas sobre a causalidade da dependência, devem-se enfatizar as pesquisas sobre a personalidade pré-mórbida do dependente, sobre seu histórico emocional, seus antecedentes psicopatológicos, sobre sua natureza genética, enfim, as pesquisas devem valorizar o dependente com o mesmo entusiasmo que valoriza o meio.
Dados do uso de drogas no Brasil:
Os adolescentes usuários e dependentes de drogas têm uma situação vivencial que pode ser comparada aos não dependentes da seguinte maneira:
Adolescentes Dependentes e Não Dependentes
Dependentes Químicos
%
Não está estudando
70,8%
Freqüentavam escolas públicas
79,2%
Repetência de ano pelo menos 1 vez
87,5%
Têm pais separados
79,2%
Não Dependentes
%
Estão estudando
87,5%
Freqüentam escolas particulares
79,2%
Não têm repetência
29,2%
Têm pais casados
62,5%
Broecker & Jou, 2007
Droga usada por adolescentes Dependentes e Não Dependentes
Droga
Depend.
Não Depend.
Maconha
96,0%
33,3%
Craque
79,2%
8,40%
Cocaína
50,0%
16,7%
Cola
41,7%
8,40%
Solventes
4,2%
12,5%
Broecker & Jou, 2007
Mais informações: www.psiqweb.med.br
TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL APLICADA A DQ.
Terapia Cognitivo-Comportamental: motivação para uma vida sem drogas
A.I. CT Viva – Como é possível uma pessoa mudar um comportamento que está enraizado em sua vida e, por meio desta mudança, adquirir habilidades que a façam deixar as drogas?
À medida que o individuo percebe genuinamente a necessidade da mudança, e começa a desenvolver recursos internos para realizá-la (através da psicoterapia, da participação em grupos de iguais), ele fará, ao longo do tempo, partindo de projetos menores para outros maiores, experiências que funcionarão como reforço para manutenção do novo comportamento, facilitando a aquisição de comportamentos mais complexos relativos à mudança esperada.
É função da terapia cognitivo-comportamental, facilitar a mudança, e oferecer, além de estratégias para que esta ocorra, reforço positivo para que ela se mantenha.
Geralmente, um indivíduo dependente de substâncias psicoativas vai se distanciando de valores essenciais, do convívio familiar; das suas redes sociais, direcionando a maior parte do seu tempo e da sua atenção para o uso da(s) droga(s), não reconhecendo os prejuízos decorrentes deste uso e nem a necessidade de mudança de comportamentos.
Neste contexto, o indivíduo vai sinalizando baixo comprometimento com a sua vida (ausência de autocuidado e autoproteção); ausência de perspectivas futuras e projetos de vida.
O tratamento norteado pela terapia cognitivo-comportamental oferece recursos e ferramentas que possibilitam este indivíduo a identificar, contestar e modificar os seus padrões de crenças e pensamentos disfuncionais, favorecendo a mudança de comportamentos.
Através do tratamento, o indivíduo pode aprender a reconhecer as suas situações de risco que favorecem o uso, e as suas situações e ambientes que o protegem do uso de drogas; aprende a ressignificar o seu processo de abstinência, atribuindo valor positivo para esta escolha.
O tratamento também propicia o desenvolvimento de competências emocionais e o treino de habilidades sociais que favorecem e melhoram a qualidade de vida do indivíduo e dos seus relacionamentos interpessoais.
A.I. CT Viva – Quais os principais fatores que contribuem para a mudança do comportamento?
É um pressuposto da teoria cognitiva que o pensamento (ancorado em crenças mais internas) determina o comportamento. Portanto, na medida em que o individuo questiona suas crenças desadaptativas, geradoras de comportamentos também disfuncionais, e consegue equacioná-las de uma forma mais adequada, terá maior chance de apresentar um conjunto de comportamentos mais funcionais.
Na dependência química a mudança de comportamento também está relacionada à necessidade que o paciente tem desta mudança. Portanto, quanto maior o nível de motivação, maior a chance de ela ocorrer. As desvantagens do uso de substâncias devem superar as vantagens, e este é outro fator favorável à mudança.
A.I. CT Viva – Quando surgiu e há quanto tempo tem se utilizado a TCC como metodologia no tratamento da DQ?
O modelo cognitivo comportamental surgiu no final da década de 50 com os trabalhos de Albert Ellis e mais especialmente a terapia cognitiva no início dos anos 60, tendo como principal teórico Aaron Beck.
A eficácia deste modelo tem sido bem estabelecida em estudos controlados no tratamento de quadros depressivos unipolares, tanto em adultos como em crianças, no transtorno de pânico com ou sem agorafobia, na fobia social, no TEPT, no TOC, e na dependência química principalmente no modelo de prevenção da recaída e treinamento de habilidades sociais.
A.I. CT Viva – Tem crescido o número de profissionais que tem como base de trabalho a TCC? Por quê?
No campo da dependência química, esta abordagem é a que apresenta maiores resultados de eficácia comprovada, o que tem levado a um grande número de profissionais buscarem especialização neste modelo, que se desdobra em outros também bastante populares no tratamento da dependência, como a prevenção da recaída e o treinamento de habilidades de enfrentamento de situações de alto risco.
*Profª Neide Zanelatto
Psicóloga Clínica, Especialista em Dependência Química pela UNIAD/UNIFESP, Mestre em Psicologia da Saúde pela UMESP.
*Profª Tânia Houck
Psicóloga Clínica, Especialista em Dependência Química pela UNIAD/UNIFESP e em Terapia Cognitivo Comportamental pelo Instituto de Psiquiatria/ HC FMUSP.
Ambas coordenam o curso de Terapia Cognitivo-Comportamental aplicado à dependência química cujo primeiro módulo se realiza entre os dias 29 e 31 de maio de 2009, em Araçariguama (50 km de SP), às margens da Rodovia Castello Branco. Mais informações sobre o curso:
www.ctviva.com.br/cursos
A.I. CT Viva – Como é possível uma pessoa mudar um comportamento que está enraizado em sua vida e, por meio desta mudança, adquirir habilidades que a façam deixar as drogas?
À medida que o individuo percebe genuinamente a necessidade da mudança, e começa a desenvolver recursos internos para realizá-la (através da psicoterapia, da participação em grupos de iguais), ele fará, ao longo do tempo, partindo de projetos menores para outros maiores, experiências que funcionarão como reforço para manutenção do novo comportamento, facilitando a aquisição de comportamentos mais complexos relativos à mudança esperada.
É função da terapia cognitivo-comportamental, facilitar a mudança, e oferecer, além de estratégias para que esta ocorra, reforço positivo para que ela se mantenha.
Geralmente, um indivíduo dependente de substâncias psicoativas vai se distanciando de valores essenciais, do convívio familiar; das suas redes sociais, direcionando a maior parte do seu tempo e da sua atenção para o uso da(s) droga(s), não reconhecendo os prejuízos decorrentes deste uso e nem a necessidade de mudança de comportamentos.
Neste contexto, o indivíduo vai sinalizando baixo comprometimento com a sua vida (ausência de autocuidado e autoproteção); ausência de perspectivas futuras e projetos de vida.
O tratamento norteado pela terapia cognitivo-comportamental oferece recursos e ferramentas que possibilitam este indivíduo a identificar, contestar e modificar os seus padrões de crenças e pensamentos disfuncionais, favorecendo a mudança de comportamentos.
Através do tratamento, o indivíduo pode aprender a reconhecer as suas situações de risco que favorecem o uso, e as suas situações e ambientes que o protegem do uso de drogas; aprende a ressignificar o seu processo de abstinência, atribuindo valor positivo para esta escolha.
O tratamento também propicia o desenvolvimento de competências emocionais e o treino de habilidades sociais que favorecem e melhoram a qualidade de vida do indivíduo e dos seus relacionamentos interpessoais.
A.I. CT Viva – Quais os principais fatores que contribuem para a mudança do comportamento?
É um pressuposto da teoria cognitiva que o pensamento (ancorado em crenças mais internas) determina o comportamento. Portanto, na medida em que o individuo questiona suas crenças desadaptativas, geradoras de comportamentos também disfuncionais, e consegue equacioná-las de uma forma mais adequada, terá maior chance de apresentar um conjunto de comportamentos mais funcionais.
Na dependência química a mudança de comportamento também está relacionada à necessidade que o paciente tem desta mudança. Portanto, quanto maior o nível de motivação, maior a chance de ela ocorrer. As desvantagens do uso de substâncias devem superar as vantagens, e este é outro fator favorável à mudança.
A.I. CT Viva – Quando surgiu e há quanto tempo tem se utilizado a TCC como metodologia no tratamento da DQ?
O modelo cognitivo comportamental surgiu no final da década de 50 com os trabalhos de Albert Ellis e mais especialmente a terapia cognitiva no início dos anos 60, tendo como principal teórico Aaron Beck.
A eficácia deste modelo tem sido bem estabelecida em estudos controlados no tratamento de quadros depressivos unipolares, tanto em adultos como em crianças, no transtorno de pânico com ou sem agorafobia, na fobia social, no TEPT, no TOC, e na dependência química principalmente no modelo de prevenção da recaída e treinamento de habilidades sociais.
A.I. CT Viva – Tem crescido o número de profissionais que tem como base de trabalho a TCC? Por quê?
No campo da dependência química, esta abordagem é a que apresenta maiores resultados de eficácia comprovada, o que tem levado a um grande número de profissionais buscarem especialização neste modelo, que se desdobra em outros também bastante populares no tratamento da dependência, como a prevenção da recaída e o treinamento de habilidades de enfrentamento de situações de alto risco.
*Profª Neide Zanelatto
Psicóloga Clínica, Especialista em Dependência Química pela UNIAD/UNIFESP, Mestre em Psicologia da Saúde pela UMESP.
*Profª Tânia Houck
Psicóloga Clínica, Especialista em Dependência Química pela UNIAD/UNIFESP e em Terapia Cognitivo Comportamental pelo Instituto de Psiquiatria/ HC FMUSP.
Ambas coordenam o curso de Terapia Cognitivo-Comportamental aplicado à dependência química cujo primeiro módulo se realiza entre os dias 29 e 31 de maio de 2009, em Araçariguama (50 km de SP), às margens da Rodovia Castello Branco. Mais informações sobre o curso:
www.ctviva.com.br/cursos
Artigo -Dependência Quimica
Alcoolismo precoce
Arca Universal
Estudos apontam que dependência pode começar na infância.
O uso de bebidas alcoólicas por jovens é um tema que preocupa vários segmentos da sociedade. Profissionais de saúde denunciam que esse precoce consumo pode levar a uma série de complicações e aumentar o risco de dependência de álcool na fase adulta, entre outros problemas. Segundo dados do 1º Levantamento Domiciliar Sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, 48,3% dos jovens de 12 a 17 anos já fizeram uso de álcool. Entre 18 e 24 anos, esse número atinge 73,2%.
Já estatísticas do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), da Secretaria de Saúde de São Paulo, revelam que 40% dos adolescentes e 16% dos adultos que procuram auxílio ou tratamento para deixar o alcoolismo experimentaram bebida alcoólica antes mesmo dos 11 anos de idade. O que chama a atenção nestes levantamentos é o fato de muitos jovens terem se iniciado nesta dependência precocemente.
De acordo com a psiquiatra Camila Magalhães Silveira, coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), “a dependência do álcool é um transtorno complexo, que envolve aspectos genéticos, psicológicos e socioculturais. Entretanto, as ações, palavras e opções dos pais e familiares com relação ao consumo de álcool também exercem uma grande influência sobre as crianças e adolescentes”.
Dados do Cratod também demonstram que em 39% dos casos de alcoolismo entre os jovens, o pai bebia abusivamente; em 19%, a mãe; e em 11%, o padrasto. Quando os adultos procuram ajuda contra o alcoolismo, em muitas situações já se envolveram com outras drogas, estão vivendo em depressão (com algumas tentativas de suicídio) ou com alguma sequela ou doença decorrente do consumo abusivo.
Diversos fatores influenciam o consumo
Quando os jovens recorrem ao órgão da Secretaria de Saúde, na maioria dos casos é porque se envolveram em conflitos na sociedade ou na própria residência. “Há diversos fatores fisiológicos, ambientais e sociais que influenciam o uso de álcool. Entre os fisiológicos, estima-se que os fatores genéticos expliquem cerca de 50% das vulnerabilidades que levam a beber em excesso – principalmente genes que estariam envolvidos no metabolismo do álcool e/ou a sensibilidade dos efeitos do álcool”, acrescenta Camila.
O alcoolismo prejudica muito o corpo humano. “É um depressor do Sistema Nervoso Central (SNC) e age diretamente em diversos órgãos, tais como o fígado, o coração, vasos e na parede do estômago. No SNC, por exemplo, pode provocar amnésia anterógrada (“blackouts” alcoólicos), déficits cognitivos temporários e prejuízos nos processos de aprendizado e memória. Além disso, o uso do álcool e transtornos relacionados (abuso e dependência) estão associados a cerca de 60 tipos de doenças e lesões, que podem ser separados em três categorias: condições de saúde totalmente atribuíveis ao uso de álcool (relação de causalidade direta, como psicoses alcoólicas, abuso e dependência de álcool, síndrome alcoólica fetal, cirrose hepática, entre outras); condições crônicas em que o álcool é fator contribuinte (como câncer de boca, de orofaringe e de mama, aborto espontâneo); e condições agudas em que o álcool é fator contribuinte (como acidentes automobilísticos, quedas, envenenamento, afogamentos, homicídios, suicídios, etc.).
Segundo a especialista, o consumo do álcool pode também desencadear doenças mentais como depressão, transtorno bipolar e síndrome do pânico. Seu consumo nocivo pode ter diversas consequências sociais negativas, como violência, desemprego, absenteísmo, entre outras.
Campanhas para diminuir o consumo
Muitos setores da sociedade criticam o excesso de publicidade das bebidas alcoólicas e defendem fortes campanhas de conscientização específicas, principalmente as voltadas para as crianças. “Campanhas educativas são importantes para reduzir o uso nocivo de álcool, mas são mais efetivas quando acompanhadas por outras estratégias (como, por exemplo, maior fiscalização da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos de idade, da direção de veículos automotores sob influência dos efeitos do álcool, entre outros)”, destaca a coordenadora do Cisa.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, recentemente, um estudo denominado Estratégia Global Para a Redução do Uso Nocivo de Álcool. “Ele traz uma série de sugestões de ações para diminuir as consequências negativas do uso dessa substância. De acordo com o documento, a implementação de tais estratégias deve ser compartilhada entre diversos setores da sociedade, como profissionais da área da saúde, familiares, educadores, políticos e a indústria de bebidas”, conclui Camila
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Arca Universal
Estudos apontam que dependência pode começar na infância.
O uso de bebidas alcoólicas por jovens é um tema que preocupa vários segmentos da sociedade. Profissionais de saúde denunciam que esse precoce consumo pode levar a uma série de complicações e aumentar o risco de dependência de álcool na fase adulta, entre outros problemas. Segundo dados do 1º Levantamento Domiciliar Sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, 48,3% dos jovens de 12 a 17 anos já fizeram uso de álcool. Entre 18 e 24 anos, esse número atinge 73,2%.
Já estatísticas do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), da Secretaria de Saúde de São Paulo, revelam que 40% dos adolescentes e 16% dos adultos que procuram auxílio ou tratamento para deixar o alcoolismo experimentaram bebida alcoólica antes mesmo dos 11 anos de idade. O que chama a atenção nestes levantamentos é o fato de muitos jovens terem se iniciado nesta dependência precocemente.
De acordo com a psiquiatra Camila Magalhães Silveira, coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), “a dependência do álcool é um transtorno complexo, que envolve aspectos genéticos, psicológicos e socioculturais. Entretanto, as ações, palavras e opções dos pais e familiares com relação ao consumo de álcool também exercem uma grande influência sobre as crianças e adolescentes”.
Dados do Cratod também demonstram que em 39% dos casos de alcoolismo entre os jovens, o pai bebia abusivamente; em 19%, a mãe; e em 11%, o padrasto. Quando os adultos procuram ajuda contra o alcoolismo, em muitas situações já se envolveram com outras drogas, estão vivendo em depressão (com algumas tentativas de suicídio) ou com alguma sequela ou doença decorrente do consumo abusivo.
Diversos fatores influenciam o consumo
Quando os jovens recorrem ao órgão da Secretaria de Saúde, na maioria dos casos é porque se envolveram em conflitos na sociedade ou na própria residência. “Há diversos fatores fisiológicos, ambientais e sociais que influenciam o uso de álcool. Entre os fisiológicos, estima-se que os fatores genéticos expliquem cerca de 50% das vulnerabilidades que levam a beber em excesso – principalmente genes que estariam envolvidos no metabolismo do álcool e/ou a sensibilidade dos efeitos do álcool”, acrescenta Camila.
O alcoolismo prejudica muito o corpo humano. “É um depressor do Sistema Nervoso Central (SNC) e age diretamente em diversos órgãos, tais como o fígado, o coração, vasos e na parede do estômago. No SNC, por exemplo, pode provocar amnésia anterógrada (“blackouts” alcoólicos), déficits cognitivos temporários e prejuízos nos processos de aprendizado e memória. Além disso, o uso do álcool e transtornos relacionados (abuso e dependência) estão associados a cerca de 60 tipos de doenças e lesões, que podem ser separados em três categorias: condições de saúde totalmente atribuíveis ao uso de álcool (relação de causalidade direta, como psicoses alcoólicas, abuso e dependência de álcool, síndrome alcoólica fetal, cirrose hepática, entre outras); condições crônicas em que o álcool é fator contribuinte (como câncer de boca, de orofaringe e de mama, aborto espontâneo); e condições agudas em que o álcool é fator contribuinte (como acidentes automobilísticos, quedas, envenenamento, afogamentos, homicídios, suicídios, etc.).
Segundo a especialista, o consumo do álcool pode também desencadear doenças mentais como depressão, transtorno bipolar e síndrome do pânico. Seu consumo nocivo pode ter diversas consequências sociais negativas, como violência, desemprego, absenteísmo, entre outras.
Campanhas para diminuir o consumo
Muitos setores da sociedade criticam o excesso de publicidade das bebidas alcoólicas e defendem fortes campanhas de conscientização específicas, principalmente as voltadas para as crianças. “Campanhas educativas são importantes para reduzir o uso nocivo de álcool, mas são mais efetivas quando acompanhadas por outras estratégias (como, por exemplo, maior fiscalização da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos de idade, da direção de veículos automotores sob influência dos efeitos do álcool, entre outros)”, destaca a coordenadora do Cisa.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, recentemente, um estudo denominado Estratégia Global Para a Redução do Uso Nocivo de Álcool. “Ele traz uma série de sugestões de ações para diminuir as consequências negativas do uso dessa substância. De acordo com o documento, a implementação de tais estratégias deve ser compartilhada entre diversos setores da sociedade, como profissionais da área da saúde, familiares, educadores, políticos e a indústria de bebidas”, conclui Camila
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
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